Retrospectiva 2017 | Os Melhores Filmes do Ano

Final de ano, e chega aquela hora de fazer as retrospectivas. Nosso tema aqui é cinema, então vamos ao que de melhor tivemos nas telas em 2017.

Como sempre, o ano começou com a temporada do Oscar, e diversos candidatos são deixados para serem lançados no Brasil mais próximo da premiação. Um fato importante entre os indicados deste ano foi a quantidade de diretores novos, deixando diversos medalhões para trás. Já a vitória de Moonlight, a despeito da qualidade do filme, me parece consequência dos protestos no ano anterior, quando não houve um indicado negro aos prêmios principais. Mas meus favoritos no Oscar foram Manchester à Beira Mar, de Kenneth Lonergan,  uma porrada emocional, conduzida pela atuação oscarizada de Casey Afleck; La La Land, que deu o prêmio de direção para Damien Cgazelle em seu terceiro longa e carimbou o passaporte de Emma Stone ao primeiro time; o surpreendente A Qualquer Custo, de David Mackenzie, um vigoroso faroeste moderno; e O Apartamento, que deu ao iraniano Asghar Farhadi o segundo Oscar de Filme Estrangeiro, numa trama que começa e se encerra a partir de A Morte do Caixeiro Viajante, de Arthur Miller. Os dois últimos foram exibidos na cidade pelo Cineclube Indaiatuba.

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Outros filmes de arte – todos também exibidos no Cineclube Indaiatuba em 2017 – se destacaram, como Elle, de Paul Verhoeven, que retoma o tema de seu maior sucesso, Instinto Selvagem, livre das limitações hollywoodianas, com uma soberba Isabelle Hupert; A Criada, do mesmo Chan-wook Park de Oldboy, um thriller psicológicos com turning points sensacionais; e Afterimage, último filme do grande Andrej Wajda, que, como em seus principais filmes, faz cinebiografias para comentar temas contemporâneos.

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Do mainstream, merecem destaque Blade Runner 2049, de Dennis Villeneuve, que, se não alcança a importância do original de Ridley Scott, é visualmente lindo e aborda temas importantes para o presente e futuro do homem; e Dunkirk, a bela reconstituição de Christopher Nolan de um momento crucial da Grã-Bretanha na II Guerra Mundial .

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A fornada de filmes de terror nos trouxe Fragmentado, a ressurreição de M. Night Shyamalan para o mainstream, que traz uma atuação de James McAvoy digna de concorrer a uma estatueta dourada. Outro ótimo trabalho, que chegou ao Brasil com aprovação quase unânime do Rotten Tomatoes, foi Corra, de Jordan Peele, que está concorrendo na temporada de prêmios como “comédia” (risos). Um filme que chega mais fundo na questão do racismo que produções “sérias” como Estrelas Além do Tempo e Moonlight. E, finalmente tivemos It – A Coisa, de Andi Muschietti, uma adaptação do romance de Stephen King que deixou A Torre Negra morrendo de vergonha.

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Entre os super-heróis e franquias, ainda estou sob o impacto de Star Wars – Os Últimos Jedi, estreia de Rian Johnson na série, um trabalho que gerou grande polêmica e bilheteria, mas que conclui a trajetória de um dos ícones da mitologia pop moderna, ao mesmo tempo que subverte as expectativas, criando amplas possibilidades para o final desta nova trilogia. No ano em que Mulher Maravilha, de Patty Jenkins, fez de Gal Gadot um símbolo do empoderamento feminino ( e sua importância reside principalmente nisso, num ano em que práticas machistas foram responsáveis pela queda de poderosos); o melhor de gênero foi Logan, de James Mangold, a despedida em grande estilo de Hugh Jackman do papel que o tornou um astro internacional. Destaque também para Homem-Aranha – De Volta ao Lar, de Jon Watts,  com o jovem Tom Holland dando novos ares ao Amigão da Vizinhança.

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O cinema brasileiro também brilhou este ano, com O Filme da Minha Vida, em que Selton Mello em seu terceiro longa atingiu a excelência; Como Nossos Pais, de Lais Bodanzky, que é o filme da carreira da bela e arretada Maria Ribeiro; e Bingo: O Rei das Manhãs, de Daniel Rezende, mais uma candidatura brasileira ao Oscar frustrada, com uma Vladimir Brichta possuído.

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