Review | Dishonored: Death of the Outsider

Antes de tudo, devo confessar: cheguei BEM atrasado a esta última geração de consoles. Faz cerca de um ano que adquiri meu PlayStation 4 e até então, estava um pouco afastado das principais novidades do mercado de jogos. Foi assim que passei despercebido pela saga Dishonored, que teve início no PlayStation 3. Entre seus diferenciais, o que mais chamou a atenção dos gamers foram as opções disponíveis para uma boa tática de stealth.

Foi exatamente isso que esse que vos escreve sofreu para aprender. É claro que li sobre o jogo antes de testá-lo, mas também é óbvio que, na prática, é tudo muito diferente. Desta maneira, logo nos instantes iniciais do jogo, percebi que distribuir porrada não daria certo. Recorri então ao gameplay do old school Zangado para perceber: “peraí, tô fazendo TUDO errado”. Deste ponto em diante, sou um novo apaixonado pela franquia.

Dishonored: Death of the Outsider (Morte do Estranho, na tradução literal) é uma DLC standalone, ou seja, uma espécie de continuação de Dishonored 2 que pode ser jogada separadamente, sem a necessidade do game anterior. A protagonista da vez é Billie Lurk, uma das assassinas de aluguel mais conhecidas de Dunwall. Novamente unida com seu antigo mentor, o lendário assassino Daud, você irá executar o maior assassinato já concebido: o Estranho, uma espécie de deus que Daud vê como um instrumento de alguns dos momentos mais desonestos do Império.

Enquanto se aventura nas profundezas sombrias de Karnaca para revelar o mistério do Estranho e suas origens, você enfrenta opositores mortais, poderes antigos sombrios e decisões difíceis que irão mudar para sempre o mundo à sua volta.

Stealth

O novo game da Arkane Studios, que encerra esta saga de Dishonored – mas não a franquia, diga-se de passagem – traz algumas novidades para os jogadores mais experientes da saga. Antes de tudo, as ferramentas de stealth continuam sendo o grande diferencial e os poderes de Billie são capazes de entregar momentos únicos ao jogador. Isso porque, dependendo do modo como são empregados, garantem maneiras diferentes de eliminar seus inimigos e alcançar seus objetivos.

Entre os poderes que mais gostei de usar estão o Semelhança, que lhe permite ‘extrair’ a face de qualquer personagem do jogo, permitindo-lhe se passar por ele, sem chamar atenção dos inimigos – a menos que o corpo da vítima seja encontrado; além do clássico Teletransporte, que permite acesso a qualquer local, além de surpreender os guardas antes que eles percebam o perigo.

O combate é bem desenvolvido e jogadores menos experientes – como eu, ressalto – devem literalmente “apanhar” para desvendar certos quebra-cabeças e chegar ao final das missões. O positivo é que sua ‘mana’ (espécie de barra de poder) se regenera automaticamente, permitindo usar estes poderes com mais frequência. Além disso, é possível encontrar os amuletos de ossos, que concedem novas habilidades, em um elemento RPG do jogo que varia muito (algumas destas habilidades passam despercebidas).

A dinâmica dos amuletos é deveras interessante. Ao mesmo tempo em que os amuletos corrompidos garantem habilidades maiores, também oferecem desvantagens, ou seja, caberá ao jogador saber quais pontos quer dinamizar e quais não faz questão de enfraquecer. Tudo depende de quem está no comando do joystick.

Em pouco tempo – e muitas mortes depois – peguei o “jeitão” de Dishonored: Death of the Outsider. Sim, fiquei curioso para conhecer os jogos anteriores, o que não deve demorar a acontecer. Até porque esta DLC é relativamente curta, com apenas cinco missões e algumas horas de jogo. Com um menu muito bacana e um jogo totalmente em português, além de gráficos excelentes dentro da proposta da franquia, a Bethesda acerta novamente. Agora, só nos resta esperar pelos novos rumos da saga.

 

Este review foi produzido com uma cópia de PlayStation 4 cedida pela assessoria de imprensa da Bethesda.

Dishonored: Death of the Outsider está disponível para PS4, Xbox One e PC.

Confira o trailer de lançamento do jogo: