Review | Rogue One: Uma História Star Wars

 

Cassian Andor (Diego Luna), Jyn Erso (Felicity Jones) e K-2SO (Alan Tudyk)

Após a comoção vivida em O Despertar da Força, achei que dificilmente a franquia Star Wars me proporcionaria emoções similares. Um ano depois, eis que quase chego às lágrimas no final de Rogue One: Uma História Star Wars. Fui transportado para 1977, assistindo a primeira das mais de dez vezes que vi Guerra nas Estrelas (que vocês, moleques, conhecem como Episódio 4 – Uma Nova Esperança) no cinema. Quando assistirem, entenderão.

É um filme imperdível, seja você fã ou não da franquia. Entre os críticos, já rola a discussão se este é o melhor Star Wars. Não há dúvidas que é superior a O Despertar da Força, que já era sensacional. A razão é simples: enquanto a retomada da franquia no ano passado é, basicamente, um remake de Uma Nova Esperança, esta é uma obra original, uma história fechada e, ao mesmo tempo, parte da cronologia.

A heroína, Jyn Erso, a personagem de Felicity Jones, é a filha do cientista Galen Erso (Mads Mikkelsen, o Hannibal da TV), que é resgatada de uma prisão imperial pelo agente da Inteligência Rebelde, Cassian Andor (Diego Luna, de Elysium), e seu parceiro androide  K-S2O (voz  de Alan Tudyk, do seriado Suburgatory). O objetivo é contatar o antigo tutor dela, Saw Gerrera (Forrest Whitaker, O Último Rei da Escócia), um extremista que aprisionou um piloto imperial desertor, Bodhi Rook (Riz Amed, de Jason Bourne), portador de uma mensagem crucial para a Aliança Rebelde. Ele vive numa lua chamada Jedha, onde antes havia um templo Jedi e que é rico no cristal kyber, usado para energizar os sabres de luz e que é crucial para a superarma que o Império está desenvolvendo.

Baze Malbus (Jiang Wen) e Chirrut Imwe (Donnie Yen)

Lá, o trio conhece Chirrut Imwe (Donnie Yen, de Herói), um ex-guardião do templo cego, e seu guarda-costas, Baze Malbus (Guerreiros do Céu e da Terra). Jyn, Cassian, K-S2O, Bodhi, Chirrut e Baze serão o núcleo do esquadrão Rogue One, que assumirá a missão de roubar os planos da Estrela da Morte. Toda ação acontece pouco antes do Episódio IV, e diversos personagens desse filme primeiro filme da saga dão o ar da graça – alguns, de forma bastante surpreendente. O mais aguardado é, sem dúvida, Darth Vader (com a voz característica de James Earl Jones), e ele não desaponta, ainda que o cargo de vilão principal seja do comandante Orson Krennic (Ben Mendelsohn, do seriado Bloodline).

A história é “enxuta”, mesmo com as 2 horas e 14 minutos de projeção (que você não sente passar), os personagens geram empatia e o roteiro funciona, ainda que diversas coincidências se sucedam (mas você pode atribuí-las à Força, ora bolas!). É o melhor filme de aventura de um ano em que os super-heróis não foram tão bem, exceção feita a Deadpool. Méritos ao diretor Gareth Edwars (de Godzilla), dos roteiristas Chris Weitz (Um Grande Garoto) e Tony Gilroy (dos três primeiros Bourne), sobre história de John Knoll e Gary Witta, e ao bom elenco encabeçado por Felicity Jones.

Easter eggs: na base da Aliança Rebelde, são anunciados os nome da capitã Syndulla, que é da animação Star Wars Rebels, e o capitão Antilles, que comanda a nave perseguida na abertura do Episódio V. A senadora Mon Mothma já havia aparecido na pele da atriz Genevieve O’Reilly no Episódio III – A Vingança dos Sith, mas também no Episódio VI – O Retorno do Jedi, mas na pele de Caroline Blackston. Jimmy Smits reaparece como o Senador Bail Organa, pai adotivo de Leia, personagem dos Episódios II e III. E mais não digo para não dar spoilers!

Darth Vader está de volta!