Segundo o Wikipedia, Minecraft é um jogo não linear de sobrevivência criado pelo sueco Markus ‘Notch’ Person e publicado pela Mojang Studios – adquirida pela Microsoft em 2014.
Seu lançamento oficial aconteceu em 18 de novembro de 2011 para computadores e alguns dispositivos móveis, sendo posteriormente relançado para uma ampla variedade de plataformas.
Agora, ATENÇÃO: é o jogo mais vendido de todos os tempos, com mais de 300 milhões de cópias em todas as plataforma até outubro de 2023, com mais de 140 milhões de jogadores ativos mensalmente.
Agora você sabe porque Um Filme Minecraft existe – e a série O Estúdio, da Apple TV+, explica melhor ainda este fenômeno.
Vamos ao REVIEW!
Em tempos de criatividade rasa, transformar grandes marcas em filmes vem se tornando estratégia de sucesso em Hollywood (alguém aqui assistindo O Estúdio na Apple TV+?).
Porém, vale destacar: Um Filme Minecraft não é ruim. A dupla Jack Black e Jason Momoa mostra bom entrosamento e diverte. Não sejamos chatos de massacrar um produto essencialmente comercial, só porque este é o seu principal objetivo. É preciso ir mais fundo…
Minecraft, o jogo, não possui uma trama, uma narrativa que possa ser adaptada. Por isso mesmo, bem destacou o diretor Jared Hess (Nacho Libre), o longa se chama Um Filme Minecraft. Afinal de contas, dentro deste universo, milhões de narrativas podem acontecer.
No filme que está em cartaz todo o Brasil, Garrett “O Lixeiro” Garrison (Momoa), Henry (Sebastian Hansen), Natalie (Emma Myers, de Wandinha) e Dawn (Danielle Brooks, de A Cor Púrpura) são inesperadamente levados ao Mundo Superior, um reino cheio de desafios e criaturas como Piglins e Zumbis.
Para encontrar o caminho de volta para casa, eles se unem a Steve (Jack Black), um construtor experiente, e embarcam em uma jornada cheia de ação, humor e trabalho em equipe.
Sinergia
Veterano de filmes de ação, Momoa se destaca em sua primeira comédia como um ganhador de torneios de jogos em um passado muito distante, que não consegue encontrar um novo caminho. Clichê? Pesado, mas que cabe aqui.
Henry é um nerd deslocado (outro), Natalie uma irmã preocupada com o irmão após o falecimento dos pais e Dawn é uma corretora que também coordena uma zoológico ambulante. Tudo faz sentido? Não… e nem precisa.
Com seus personagens estabelecidos, Um Filme Minecraft mostra a que veio: uma aventura no mundo criado pela Mojang e estabelecido na telona com camadas e texturas mais elaboradas, onde os heróis terão que fazer uso de ferramentas que os fãs adoram para alcançar seu objetivo.
E durante a jornada, outros personagens aparecem para o fan service, que reconhece cada detalhe, cada referência em tela. Se você não é esse público, não esquenta. O filme ainda diverte, principalmente pela sinergia da dupla Black e Momoa.
Totalmente diferentes, mas unidos pelo mesmo objetivo, Steve e Garrett descobrem uma amizade inesperada ao longo da jornada, em meio a um mundo repleto de perigos e de armas pouco, digamos assim, usuais.
Um Filme Minecraft não se preocupa em explicar suas particularidades. Cada item ou personagem está lá, com funções e poderes estabelecidos, para que vossa conheça ou reconheça.
E ATENÇÃO: rola uma cena pós-crédito que deixou o público alucinado. Não saia do cinema antes das luzes se acenderem…
Eu, como leigo em Minecraft, consultei o especialista: meu filho Benício, de 10 anos, jogador de Minecraft desde seus primeiros anos. O resumo da conversa foi esse:
“Benício, gostou do filme?”
“Ah, pai… eu não esperava nada, então entregou tudo”
E assim foi a estreia de Um Filme Minecraft. Divertido, lisérgico e colorido. Uma verdadeira imersão ao universo dos games. Um filme ideal para toda a família. Conheça ela – ou não – o mundo aberto tridimensional, pixelizado e gerado proceduralmente.
Ah, e ainda tem a Jennifer Coolidge (The White Lotus) em uma cena avulsa que, ao final, deixou muita gente intrigada.
Nunca haverá uma aventura igual a outra no mundo de Minecraft… alguém aí falou em franquia?
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