Uma comédia romântica, um documentário religioso e uma franquia de terror são os lançamentos da semana. O já clássico La La Land: Cantando Estações volta ao cartaz em comemoração dos 10 anos de seu lançamento. O Cineclube Indaiatuba exibe na terça, dia 25, a produção turca Salvação, que será antecedido pelo curta Tubarões, finalista do 1º Prêmio Paulo Antônio Lui – Festival de Curta, da Secretaria Municipal de Cultura.
E se uma noite totalmente caótica se tornar a melhor coisa que já aconteceu com você? Will Gluck, diretor de Todos Menos Você – que lançou Sidney Sweeney e Glenn Powell ao estrelato – e A Mentira – qu revelou uma certa Emma Stone – , celebra a comédia romântica moderna nas telas de cinema com Só Por Uma Noite, um filme original, leve, espirituoso e apaixonante sobre a busca pelo amor na noite menos romântica do ano. Monica Barbaro (Um Completo Desconhecido, Top Gun: Maverick), indicada ao Oscar, e Callum Turner (série Mestres do Ar, franquia Animais Fantásticos), indicado ao BAFTA, estrelam como Allie e Owen, dois desconhecidos carentes de amor que se esbarram em uma versão de Nova York com leves toques de ficção científica na única noite do ano em solteiros têm permissão para fazer sexo. Owen, que acabou de ser abandonado em seu relacionamento, e a romântica e esperançosa Allie podem ser os únicos solteiros na cidade em busca de algo além de um encontro casual. Ambos sentem uma conexão especial quando se conhecem, mas uma série de desencontros e situações paralelas complicam a noite, mantendo-os separados.
Sagrado Coração: Seu Reino Não Terá Fim documenta a origem e a importância de uma das devoções mais importantes da Igreja Católica, mostrando como a mensagem do Sagrado Coração de Jesus sobreviveu por séculos e continua inspirando milhões de fiéis ao redor do mundo. O drama documental inicia das aparições de Cristo a Santa Margarida Maria Alacoque, na França, há mais de 350 anos, para explorar o significado espiritual dessa devoção e seu impacto na vida de diferentes pessoas. Com muitos testemunhos e uma trama que combina fatos e fé, o filme apresenta o Coração de Jesus como símbolo de amor, misericórdia e esperança.
Sobrenatural: Agora Entre Nós expande o universo da franquia e explora uma ameaça ainda mais perigosa vinda de O Além, a dimensão habitada por espíritos e entidades malignas. Gemma (Amelia Eve, da série A Maldição da Mansão Bly), se muda para a casa na qual passou a sua infância para criar a filha. Mas, a paz no novo lar se rompe quando ela descobre que possui a habilidade de atravessar o plano astral e retornar ao mundo real levando consigo aquilo que existe do outro lado. Ao mesmo tempo, a invasão de criminosos ao bairro desencadeia uma série de acontecimentos aterrorizantes que obriga a família a enfrentar perigos físicos e sobrenaturais. Logo, Gemma descobre que as criaturas de O Além encontraram uma maneira de atravessar a fronteira entre os dois mundos, obrigando-a a enfrentar os próprios medos para impedir que a ameaça se espalhe. A direção é de Jacob Chase, de A Guardiã da Floresta.
Cineclube
Salvação conta a história de uma disputa entre clãs que resulta num massacre na fronteira da Turquia com a Síria. Baseado em eventos reais, a trama se passa numa aldeia remota no alto das montanhas turcas. Nela, um grupo exilado retorna para com sede de disputa pelo território. Enquanto a tensão cresce e ressentimentos antigos ressurgem, o irmão do líder local, Mesut, começa a ter visões perturbadoras, acreditando serem avisos premonitórios divinos. A direção é de Emin Alper, de O Conto das Três Irmãs.
Uma década de La La Land*
Virou moda relançar filmes ou franquias que marcaram época, como Crepúsculo, Senhor dos Anéis, Interestelar e Harry Potter (que terá exibição especial dia 30). Agora é a vez de La La Land – Cantando Estações, que deu o Oscar ao diretor Damien Chazelle e à atriz Emma Stone, além de Fotografia (Linus Sandgren), Música Original (Justin Hurwitz), Canção Original (City of Stars, de Hurwitz, Benj Passek e Justin Paul) e Design de Produção (David Wasco e Sandy Reynolds-Wasco). O grande prêmio, no entanto, gerou uma das maiores gafes da história da Academia de Hollywood, quando Warren Beaty e Faye Dunaway se enganaram e anunciaram o musical ao invés de Moonlight: Sob a Luz do Luar, que venceu como Melhor Filme. Mas que pode culpar o lendário casal de Bonnie e Clyde? A despeito das qualidades da obra de Barry Jenkins, foi La La Land que ficou na memória do público. Quem não reconhece as primeiras notas maravilhoso número de abertura “Another Day of Sun”? Muita gente criticou a dança e canto dos protagonistas Emma Stone e Ryan Gosling (cujo piano foi elogiado por John Legend), mas engoliu o insuportável Les Miserables e Chicago, cujas principais qualidades eram do espetáculo original de Bob Fosse. Para este crítico, La La Land é, de longe, o melhor musical deste século.
*Marcos Kimura, editor do Kitatendo, é crítico de cinema desde a década de 1980.
