O mais surpreendente na segunda temporada de Sugar é não apenas sobreviver ao plot twist da primeira temporada, mas conseguir ser ainda melhor. Para quem ainda não conhece, a série da Apple TV+ estreou em abril de 2024 com oito episódios, cinco dirigidos pelo brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e três por Adam Arkin.
Nesta nova investigação, decidido a encontrar Djen, sua irmã desaparecida, o protagonista vivido brilhantemente por Colin Farrell (Pinguim) toma uma decisão que o deixa sozinho e sem conexões com seu passado.
Rapidamente, ele perde a única pista da sua busca quando Henry Thorpe (Jason Butler Hamer, de Ozark) se suicida.
Sem perspectivas em sua nova vida solitária, ele acaba arrumando um cliente, o boxeador Danny Moon (Jin Ha, de Pachinko), que quer achar seu irmão vida torta Ji Moon (Raymond Lee, de Top Gun: Maverick).
Sugar encontra o sumido, só para descobrir que ele se meteu num esquema criminoso liderado pelo policial Ray Vega (Tony Dalton, o Espadachim de Demolidor: Renascido).

Recursos
Para ajuda-lo, já que se encontra sozinho sem os habituais parceiros, ele contrata Val (Sasha Calle, a Supergirl de Flash), uma garota cheia de recursos, para dizer o mínimo, e agrega um ex-cliente, o policial Tom Flyberg (Shea Whigham, que sempre é escalado como tira desde que chamou a atenção em Borderwalk Empire).
Ao mesmo tempo, nosso herói começa a se envolver com a bela e misteriosa Charlotte (Laura Donnelly, a Elsa Bloodstone do especial Lobisomen da Noite, da Disney+), uma hóspede do mesmo hotel em que mora.
Alguns flashbacks envolvendo a conterrânea Peg (Laura San Giacomo, de Sexo, Mentiras e Videotape e Uma Linda Mulher) o recorda dos riscos que a quebra das regras envolvem.
Sugar então acaba violando esses princípios e encontrando Djen (Mireille Enos, de Guerra Mundial Z e The Killing) de um jeito inesperado, o que resulta em um gancho para uma terceira temporada, ainda não anunciada.
Mantendo o capricho da primeira temporada, Sugar se sustenta em seu protagonista, cujas idiossincrasias – como a cinefilia e seu código de condita – são parte do que ele é, e não apenas charme. E uma eventual sequência abriria uma frente muito interessante.

