A trajetória de Darth Maul dentro do universo Star Wars é uma das mais interessantes. Ele surge e “morre” em A Ameaça Fantasma, ou Episódio I, de 1999, mas durante o longo intervalo entre A Vingança dos Sith (2005) e O Despertar da Força (20015) quem manteve a Força viva foram as animações de Dave Filoni: Clone Wars (2009-2020) e Rebels (2014-2018).
Filoni ressuscitou Maul na quarta temporada de Clone Wars, para depois ele se tornar o lider de Mandalore e, muito mais tarde, tentar recrutar o padawan Ezra Bridges como seu aprendiz em Rebels.
Após os anos desastrosos de Kathleen Kennedy como CEO da Lucasfilm, recentemente Filoni se tornou o novo presidente criativo da empresa de Star Wars e duas criações suas são as novas atrações da galáxia muito, muito distante.
Nesta quinta, 21, chega o primeiro longa da franquia desde o infame A Ascensão Skywalker, O Mandaloriano e Grogu; e na semana passada terminou a primeira temporada de Maul: Lorde das Sombras, que é tema deste review.

Brasileiro na área
Encontramos o ex-discípulo de Darth Sidious logo após a ascensão do mesmo como Imperador Palpatine, em Janix, um planeta distante dos principais acontecimentos que levaram à queda da República.
Por causa dessa desimportância, também serve de refúgio ao mestre Jedi Daki e sua padawan Devon, uma garota impaciente que não se conforma com a situação de mendicância em que se encontram.
Ao ser presa por roubar umas frutas, ela conhece o tenente policial Brander Lawson, dublado por Wagner Moura (indicado ao Oscar por O Agente Secreto), que se torna o primeiro brasileiro a participar de uma produção Star Wars.
Lawson é um daqueles tiras que não descansam até resolver um caso, o que faz com que tenha pouco tempo com o filho adolescente Rylee, cuja mãe trabalha para o Império e mora em outro planeta.
Quando Lawson começa a investigar os movimentos de Maul no submundo do planeta, seu parceiro, o dróide conhecido como Duas Botas (Two Boots em inglês) diz que o protocolo manda que eles comuniquem o Império, mas o tenente sabe que, quando os destroiéres chegam, não vão mais embora.
Maul reconhece Devon como uma jedi quando invade a sede da polícia, e enxerga nela um grande potencial, mas ela se mantém fiel ao seu mestre.
A motivação do ex-Sith passa a ser convencer a padawan a segui-lo ao mesmo tempo que empreende uma campanha de vingança contra os criminosos que o traíram.
Com uma história envolvente, personagens interessantes e a aparição de um ícone da franquia, Maul: Lorde das Sombras deve ter pelo menos uma segunda temporada, indicada por um bom gancho e ótima receptividade do público e crítica.
