Review | 7 Desejos

O terror é um gênero extremamente rico no cinema, enquanto nomes como John Carpenter, Dario Argento, George Romero e Wes Craven têm força e todo um legado já construído, outros nomes como James Wan, Mike Flanagan, Fede Alvarez já mostram talento e tentam se firmar cada vez mais. O diretor John R. Leonetti tem uma carreira ainda curta mas já esteve envolvido em projetos como Mortal Kombat 2, Efeito Borboleta 2 e o mais recente Annabelle.

Em 7 Desejos, a estudante Clare (Joey King de Invocação do Mal) vive com seu pai (Ryan Phillippe de Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado) que encontra uma antiga caixa misteriosa e a dá de presente para a filha. Por acaso, a garota descobre que a caixa realiza desejos, porém tudo tem seu preço.

A partir dessa premissa bem básica, a história se desenvolve mostrando o conflito de Clare com seu pai, os problemas pessoais de uma adolescente órfã da mãe, seu grupo de amigas na escola e a rivalidade com outro grupo de garotas, a paixão pelo garoto popular da escola e um amigo de infância que sente algo por ela, entre outras coisas. Talvez o grande problema do filme seja não adotar um tom sério ou se render de vez ao trash. Toda a trama se desenvolve a partir de situações absurdas que geram risos involuntários, o que é um problema sério em um filme de terror que deve, ao menos, incomodar e não fazer rir.

Para citar uma passagem do filme e que não estragará muito a experiência de ninguém, a escrita da caixa está em uma linguagem oriental muito antiga e um professor de línguas não consegue ajudá-la (!), mas uma jovem prima de um colega de Clare consegue, outra situação que brinca com nossa paciência e mais uma personagem que surge apenas para morrer.

As mortes são exageradamente ridículas e sequer dá para dizer que são originais, pois as pessoas morrem sozinhas depois de se mostrarem tão estúpidas quanto o roteirista. Nem mesmo as mortes das franquias A Hora do Pesadelo ou Premonição são tão deploráveis e incoerentes.

As atuações são péssimas, o amigo de Clare, Ryan (Ki Hong Lee de Maze Runner) que a ajuda a decifrar o que está escrito na caixa, consegue ser mil vezes pior que Taylor Lautner (Crepúsculo).

O filme não tem praticamente nada de bom, tudo o que pode ser debatido ali é condenável, passando por roteiro, atuações, ambientação e mortes. Isso prova que Leonetti, mais uma vez, ainda precisa dar a volta por cima para se tornar um grande nome do terror, porque por enquanto não passa de um péssimo nome e que não agrega nada ao gênero.